Desde o momento da morte, às 9h34, do dia 31 de dezembro, o féretro foi colocado na capela do Mater Ecclesiae, o mosteiro que está dentro dos Jardins Vaticanos, onde o Papa Emérito se retirou depois da renúncia em 2013. O caixão foi colocado diante de um grande crucifixo, um presépio e um árvore de Natal. O Papa Bento está vestido de paramentos litúrgicos vermelhos e de mitra, sem o pálio. Nas mãos tem o terço. Calça os sapatos e não os chinelos que escolheu como calçado depois que se tornou emérito.

Segundo o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, o Papa Francisco foi o primeiro a chegar no Mosteiro, depois que recebeu a notícia da morte de Bento XVI. Chegando ao local, se deteve em oração por um tempo.

As últimas palavras do Papa Bento foram, segundo o enfermeiro que o assistia, foram “Senhor, eu te amo”, em italiano. Naquele momento as consagradas e o Secretário se revezaram.  “Eram por volta das 3h da madrugada de 31 de dezembro, algumas horas antes da morte. Foram as últimas palavras compreensíveis antes do Papa emérito entrar em agonia, quando não era mais capaz de se expressar.

No dia 1 de janeiro se iniciaram as visitas privadas ao corpo. Cardeais e as pessoas mais estreitamente ligadas ao Papa Bento XVI. 

Hoje, 2 de janeiro, um rito privado acontecerá para transladar o corpo do Papa emérito com uma passagem pela Porta da oração. As imagens serão difundidas no final do rito, que terá caráter privado.

Das 9h até às 19h, até o funeral 5 de janeiro, o corpo será exposto na Basílica de São Pedro para veneração dos fiéis, presumivelmente diante do altar.

Será a primeira vez na história que um Papa celebra o funeral de um Papa emérito. Estão previstas duas delegações oficiais, Itália e Alemanha. A prefeitura de Roma prevê entre 30 e 40 mil pessoas por dia para visitar o corpo e entre 50/60 mil pessoas na missa dos funerais.